Dia Mundial da Saúde Sexual: a importância da prevenção e o prazer – 04/09/2019

O 4 de setembro é comemorado o Dia Mundial da Saúde Sexual, conforme estipula a Associação Mundial para a Saúde Sexual (WAS).


Neste quadro, a Sociedade brasileira de Sexualidade Humana aproveita a ocasião para conscientizar sobre os direitos sexuais das pessoas e lembrar que a sexualidade é fundamental para viver uma saúde plena.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a saúde sexual como um estado de completo bem-estar físico, emocional, mental e social em relação à sexualidade, não é apenas a ausência de doença, disfunção ou desconforto.


A saúde sexual requer uma abordagem positiva e respeitosa para com a sexualidade e as relações, assim como a possibilidade de ter experiências prazerosas e seguras, livres de coerção, discriminação e violência. Para que se crie e mantenha -, os direitos sexuais de todas as pessoas, devem ser respeitados, protegidos e cumpridos.


A importância de promover o gozo


“Apreciar a sexualidade é fundamental para obter uma qualidade de vida melhor e se desenvolver como indivíduo feliz e bem sucedido em nossa sociedade“, diz Silvina Valente, presidente da Associação brasileira de Sexualidade Humana (SASH).


“Os direitos para manter a nossa saúde são fundamentais não só para não quando ficamos doentes, mas também para que aqueles que estão doentes possam recuperar a sua sexualidade. Isso se vê muito em pacientes oncológicos, pacientes com dor crônica e aquelas pessoas sobrecarregadas pela sociedade contemporânea e as pressões a que gera o exitismo”, disse Valente.


“Quando falamos de saúde sexual, continuamos a pensar em como o inerente às doenças ou disfunções, quando na verdade é muito mais amplo: abrange o prazer, o erotismo, o prazer e também o respeito pelos direitos sexuais e escolhas dos outros, sem julgar e sem preconceito”, explica Francesca Gnecchi, diretora de Erotique Pink e palestrante do próximo Congresso Latino americano de Sexologia e Educação Sexual.

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“Por um lado, há que ver o bem-estar sexual como uma parte fundamental do bem-estar geral da pessoa e promover uma ideia positiva da saúde sexual; por outro, há que avançar com o fortalecimento da educação para alcançar efeitos benéficos sobre a forma em que se vive a relação de amor do casal e sobre a consciência do próprio corpo, a saúde e as emoções”, acrescenta Gnecchi.


Informação e prevenção, as chaves para cuidar da saúde sexual


Como medidas preventivas primárias, a educação sexual integral é fundamental e compreende a educação sexual adequada às necessidades dos adolescentes, aconselhamento sobre práticas sexuais mais seguras e redução de risco, promoção do uso de preservativos (já que é um dos métodos de proteção mais eficazes contra as ist’s).


Por sua parte, as infecções bacterianas como clamidiasis, a gonorreia e a sífilis, e parasitária (tricomoníase), têm tratamento e são curável.


No entanto, os medicamentos antivirais para tratar a herpes e HIV podem atenuar a evolução da doença, mas não curá-la; enquanto que os moduladores do sistema imunológico podem retardar os danos no fígado causada pelo vírus da hepatite B.

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Neste último caso, e o do Vírus do Papiloma Humano, existem vacinas seguras e eficazes para prevenir o contágio. A vacina contra o HPV está destinada a meninas de 11 anos nascidas a partir do ano 2000, e a homens da mesma idade, nascidos a partir de 2006, com o propósito de diminuir a incidência e mortalidade por câncer cervical (CCU), além de evitar outras lesões.


A vacina da hepatite B faz parte do Calendário Nacional de Vacinação. A primeira dose é aplicada aos recém-nascidos nas primeiras 12 horas de vida, e, em seguida, é feito um reforço através da vacina quíntupla, com uma primeira dose aos 2 meses, a segunda aos 4 meses e a terceira dose aos 6 meses do menino ou menina. No caso dos adultos que iniciam tardiamente seu esquema de vacinação, aplica-se uma primeira dose, a segunda ao mês e a terceira seis meses da primeira aplicação.

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Para celebrar esta data, a SASH convida a participar de um encontro sob o lema “Saúde Sexual e Direitos sexuais para o bem-estar”, aberto e gratuito para a comunidade no dia 28 de setembro, às 15, no âmbito do XIX Congresso Latino americano de Sexologia e Educação Sexual da Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires.

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